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QUEM É O PROFISSIONAL NUTRICIONISTA? 

O nutricionista é um profissional de saúde de nível superior que atua em todas as áreas do conhecimento ligadas à nutrição, em que a alimentação seja fundamental para a promoção, manutenção e recuperação da saúde, sem perder de vista o prazer que uma refeição deve proporcionar. Orienta os indivíduos sobre os requerimentos e a forma mais correta de utilizar os alimentos, objetivando a preservação e conservação da saúde e, conseqüentemente, a vida com qualidade. Sua prática assegura, além de uma alimentação balanceada, cálculo de dieta individualizada, elaboração de cardápios, considerando as características individuais:
  • idade
  • sexo
  • atividade física
  • patologias
  • momentos biológicos específicos: infância, adolescência, gravidez, terceira idade...
 
O nutricionista é o profissional qualificado e devidamente habilitado pelo Conselho Federal de Nutrição. Se você deseja perder ou aumentar o peso mantendo saúde, aumentar massa muscular, ou ter uma alimentação equilibrada procure um profissional Nutricionista. Ele é a pessoa ideal para lhe orientar sobre Alimentação e Nutrição.
 
ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL
 
Não há duvida de que existe uma relação direta entre nutrição, saúde e bem-estar físico e mental do indivíduo. Várias pesquisas comprovam que a boa alimentação tem um papel fundamental na prevenção e no tratamento de doenças. Uma alimentação equilibrada é aquela que contém diferentes alimentos em quantidade suficiente para o crescimento e manutenção do organismo.
 
A alimentação influencia diretamente na saúde, no trabalho, no estudo, no lazer e no tempo de vida das pessoas. Alimentação saudável é o mesmo que dieta equilibrada ou balanceada e pode ser resumida por três princípios:
 
  • Variedade: é importante comer diferentes tipos de alimentos pertencentes aos diversos grupos. A qualidade dos alimentos deve ser observada;
  • Moderação: não se deve comer nem mais nem menos do que o organismo precisa; é importante estar atento à quantidade certa de alimentos;
  • Equilíbrio: quantidade e qualidade são importantes; o ideal é consumir alimentos variados, respeitando as quantidades de porções recomendadas para cada grupo de alimentos. Ou seja, “comer de tudo um pouco”.
 
Para compreendermos melhor a alimentação saudável precisamos, antes, definir o que são alimentos, nutrientes e para que servem:
 
O que é alimento? É toda substância consumida, digerida e aproveitada pelo corpo humano. O que são os nutrientes? São as substâncias encontradas nos alimentos. São elas: Proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas, sais minerais, fibras e água. Cada uma destas substâncias tem uma função específica no organismo.
 
Dicas Para uma Alimentação Saudável:
 
  •  Não pule refeições. Tente fazer 5 ou 6 refeições ao dia. Procure não ficar mais que 3 horas e meia a 4 horas sem se alimentar;
  •  Mastigue muito bem os alimentos, coma devagar, assim facilitará a digestão;
  •  Dê preferência aos alimentos naturais (frutas, verduras e legumes);
  •  Evite alimentos industrializados (refrigerantes, biscoitos recheados, sucos artificiais, doces, enlatados...);
  •  Evite excessos de gorduras, sal e açúcar;
  •  Faça as refeições, sempre que possível, em locais tranqüilos, evitando realizar outra atividade enquanto realiza sua refeição como: assistir TV, ler, falar ao telefone, jogar...;
  •  Procure realizar atividade física regular.

As cores de uma alimentação saudável:

 
Como garantir uma alimentação rica em diversos nutrientes?
 
É só ter uma dieta colorida, isto é, com frutas e verduras de cores diferentes.
 
ATENÇÃO! Os alimentos que possuem corantes artificiais como sorvetes, refrigerantes e salgadinhos industrializados não valem. Eles são ricos em calorias vazias, ou seja, não possuem nutrientes importantes para o organismo.
 
Somente a reeducação alimentar permite que você coma de tudo moderadamente. Comer para viver e não viver para comer eis o segredo para ser feliz.
 
Tenha sempre em mente que você deve fazer do alimento o medicamento e não a causa de patologias. Não se maltrate com excesso de comida, bebidas e cigarros. Quanto mais natural for alimentação melhor será sua qualidade de vida, pois quem não cuida da saúde hoje, fatalmente cuidará da doença amanhã.
 
ENTENDENDO MELHOR OS ALIMENTOS
 

Os nutrientes são divididos em macronutrientes e micronutrientes;

Macronutrientes:

  • Proteínas: Chamados Construtores, são responsáveis pela formação, crescimento e conservação de todos os tecidos do organismo. Nesse grupo encontramos o leite, todos os queijos e o iogurte, as carnes, aves, peixes, ovos;
  • Carboidratos (Hidratos de Carbono): Chamados de energéticos, pois são os principais fornecedores de energia para o corpo. Nesse grupo encontramos açúcares, doces, pães, torradas, bolachas salgadas, arroz, massas, cereais matinais, aveia, centeio, etc;
  • Gorduras (Lipídios): Além de fornecerem energia, ajudam no transporte das vitaminas A, D, E, K, através do organismo. Nesse grupo encontramos as gorduras, manteigas, margarinas, óleos vegetais.
Micronutrientes:
  • Vitaminas e Sais Minerais: Chamados de Reguladores, pois ajudam no bom funcionamento do organismo. Nesse grupo encontramos todas as frutas, as verduras e legumes;
  • Fibras: Auxiliam o bom funcionamento intestinal e na prevenção e tratamento do colesterol elevado. São encontradas em cereais como aveia, farelo de trigo, verduras e frutas, etc;
  • Água: Hidrata o organismo e transporta os nutrientes. 60% do corpo humano é composto por água. Um indivíduo adulto deve tomar mais ou menos 2 litros de água por dia.
 Não existe nenhum alimento que, sozinho, contenha todos os nutrientes necessários ao organismo. Por isso devemos ter uma alimentação bem variada.
 
REEDUCAÇÃO ALIMENTAR
 
A reeducação alimentar não é para fazer “regime”. É, na verdade, resgatar o verdadeiro sentido da alimentação que é nutrir. Hoje em dia, mais do que nutrir, a alimentação virou uma fonte de prazer, que é muito bem explorada pela indústria alimentícia que, por sua vez, não está preocupada em nutrir os indivíduos, mas sim, torná-los fiéis consumidores de seus produtos, pois são alimentos mais práticos, já estão prontinhos para serem consumidos! E, dessa forma, cada vez mais a alimentação saudável vai caindo no esquecimento.
 
A grande diferença entre a reeducação alimentar e a dieta é que na primeira não há proibição. Há, sim, uma pequena redução de quantidade e preocupação com a qualidade dos alimentos. Tudo isso associado a atividades físicas. Não existe fórmula mágica, alternativa milagrosa. Perda de peso é pura matemática. Veja:
 
Calorias consumidas > Calorias gastas = aumento de peso
 
Calorias consumidas < Calorias gastas = diminuição de peso
 
Dieta restritiva = compulsão e abandono da dieta
 
Reeducação alimentar = emagrecimento saudável e manutenção a longo prazo
 
O tratamento de reeducação alimentar procura considerar o indivíduo nas dimensões social, psicológica, familiar, emocional e profissional. Cada paciente deve receber atenção especial. Dessa forma recebe o seu plano alimentar individualizado. O tratamento implica em um acompanhamento próximo da nutricionista no primeiro mês. Após esse período, há um novo encontro, em que são discutidas as dificuldades no plano alimentar e é estudado um redirecionamento.
 
Depois, fica mais fácil! Os próprios benefícios que vêm associados à perda de peso servem de estímulo. Quando se atinge o peso idealizado, o desafio passa a ser mantê-lo.
 
Praticamente todas as dietas procuram atingir um único objetivo: a perda de peso. Mas no resultado final fracassam, porque os quilos perdidos voltam ao abandonar a dieta, que é substituída por uma alimentação normal e repleta de maus hábitos alimentares.
 
Já é sabido que deixar de comer também não emagrece. Porque será? Pois nosso corpo não sabe quando será a próxima refeição e por medo de entrar num período de restrição alimentar, passa a estocar toda a energia, deixando o metabolismo mais lento.
 
A primeira coisa que você comer, seu corpo utilizará tudo e mais um pouco! Por isto que se recomenda fazer de 5 a 6 refeições ao dia! Perda de peso com saúde é resultado de muita disciplina, determinação e paciência. Pense nisso!
 
Aida Fernanda Mª L Feitosa 
Nutricionista 
CRN 1 - 3017 v
 
 
EXERCICIOS E DEMANDA ENERGÉTICA
 
O treinamento e a competição esportiva envolvem uma série de atividades com demanda de energia variada. Os atletas enfrentam várias dificuldades ao tentarem atender á demanda individual de energia, tais como ingerir quantidades suficientemente altas de energia para atender necessidades elevadas ou restringir a sua absorção para   alcançar e manter o peso (massa) e a gordura corporais em um nível baixo.
 
O alimento que comemos fornece combustíveis e materiais construtores para a vida, abastece nosso corpo com elementos estruturais e garante os meios   necessários para a realização dos processos corporais que consomem energia. Depois que a energia necessária para manter as funções vitais do corpo é utlizada, o restante desta energia  é canalizada como combustível para a atividade muscular, seja ela realizada em um con-
texto recreativo, profissional ou esportivo.
 
Os principais fatores determinantes da energia necessária para atletas em treinamento são o tamanho do corpo e a carga de treinamento. A importância da massa corporal geralmente é subestimada, embora a massa de tecido ativo influencie também no gasto energético do exercício. A carga total de treinamento aumenta as necessidades de energia do indivíduo em relação às demandas diárias normais. Os três importantes componentes de qualquer programa de treinamento (intensidade, duração e freqüência) influênciam o gasto total de energia. È importante lembrar que se  há a necessidade de manter o peso corporal e os níveis de desempenho durante períodos de treinamento, a taxa de gasto energético deve ser compensada igual de ingestão de energia. Assim,  espera-se  o  equilíbrio energético, eitando déficit crônico na ingestão de energia, o que poderia levar a perda progressiva de massa corporal.
 
Texto escrito por:  Adriana Pereira Passos – adriana@hotmail.com
Baseado em: MAUGHAN, R. J; BURKE, L. M . Nutrição esportiva, Artmed, 2004.
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